domingo, agosto 21, 2016

Chega mais pra cá

Chega mais pra cá, tô vendo que você tem potencial pra colorir um pouco os meus dias, que pode trazer um tiquinho de alegria pro momento em que eu olho meu celular pela primeira vez de "manhã" - porque eu ainda vou acordar meio tarde, mesmo tendo te dito que vou trabalhar nisso -, que meus fins de semana poderão ter a sua companhia e seu sorriso ser espelho do meu.
Chega mais pra cá, tô vendo que você vai me devolver as minhas palavras, furtadas por rapazes estranhos que passaram pela minha vida nos últimos meses. Se você não for como eles, prometo te dar carinhos sem fim, te trazer pra dentro do meu coração e fazer valer o dito "amor de poeta", porquê agora eu posso, porquê você me devolveu as minhas palavras.
Chega mais pra cá, tô vendo que o frio vai aproximar nossos corpos nessas noites frias que têm feito, tô vendo que vou ceder aos teus encantos e me deixar levar por esse sorriso gostoso que você mostra pra mim. Eu sou meio estranha quando tô acordando, mas finge que não sabe disso, que não vê, e só fica abraçado comigo mais um pouco, deixa o dia começar um pouquinho mais tarde...
Chega mais pra cá, tô vendo que a cupida fez uma boa escolha quando me deu você de presente, numa época bagunçada, pra me trazer algumas alegrias e aquele romantismo old-fashioned de volta.
Chega mais pra cá, porquê eu tava sentindo uma saudade gigante de ficar com o estômago cheio de borboletas e tu trouxe isso de volta pra mim.
Obrigada viu? E, larga mão dessa distância, chega mais pra cá.

quinta-feira, agosto 18, 2016

Sobre versar

"cê faz verso?"
E quando perguntada, ela estremeceu e pensou consigo: eu faço verso?
Eu bordo em verso toda a dor que meu peito guarda; eu descrevo em verso toda a culpa que minha alma carrega; eu coloco em verso toda queixa que minha boca não fala; mas também coloco em verso todos os sonhos que minha mente cria; faço verso de toda graça que meus olhos enxergam; transformo em verso todo sentimento que meu coração identifica como amor.
Se eu faço verso?
Sim, eu me (uni)verso.

segunda-feira, janeiro 11, 2016

Decisões para 2016


Imagem de adventure, bus, and fontAs imagens do post são do We♥It.

As já tão faladas resoluções de ano novo, não é? 

Fiz algumas promessas para o ano que acabou de começar e algumas delas já consegui até colocar em ação. 

No ano passado (2014 para 2015) eu não consegui escrever uma postagem com as minha resoluções para o ano que começaria, mas tinha algumas coisas em mente, como sarar de um amor, estudar mais, ser mais grata pelo que possuo e sou, mais generosa e alguns outros itens. Neste ano, as resoluções aumentaram de dimensão. 

Fiz 20 anos em Junho de 2015, então, exatamente na metade do ano, muita coisa mudou de perspectiva pra mim. Comecei a fazer planos a longo prazo e aumentar a proporção deles. Criar metas, não simplesmente ideias. Pra 2016, seguirei com esse pensamento de metas. Entre elas, fazer minha carteira de motorista e mais para o fim do ano, ou talvez começo de 2017, dependendo das condições financeiras, tentar comprar meu primeiro carro. Sendo modesta, claro, um carro simples, mas esse é um objetivo que faria todo o meu ano fazer a pena. 2015 foi muito próspero, porém, 2016 não pode frustrar as minhas expectativas e precisa superar seu antecessor. 

Meus relacionamentos familiares evoluíram e desenvolvi um amor mais incondicional do que já tinha pelas minhas priminhas. Elas tem me proporcionado alegrias enormes e sorrisos muito sinceros, desses que só criança arranca da gente mesmo. ♥ 

2015 foi um ano muito ruim no que tange ao amor romântico. E devo confessar que estou ansiosa para saber o que está reservado para esse ano. Muitos ideais meus do ano passado não se mantiveram neste quesito, então, 2016 será um ano particularmente focado no amor. Focado em boas relações que dêem frutos positivos e paz pra alma (que já tá em conflito há uns quatro anos, no mínimo, coitadinha).

Eu espero mais da faculdade nesse ano, então, estou preparada  para encará-la com mais seriedade, afinal, são só mais dois anos e serei uma arquiteta - de muito sucesso, se Deus assim quiser. 

E bem no fim, acho que isso é tudo o que eu posso querer para 2016. Prosperidade, bons relacionamentos, mais conhecimento... e saúde, né? Pra vivenciar tudo isso da melhor forma possível!

*Uma das metas pra esse ano que não mencionei, é tentar colocar pelo menos um post por mês aqui no blog, que é pra não deixar esse meu sonho morrer.*

E por hoje, é isso! Que 2016 seja sensacional!!!

Imagem de easel and positive

quinta-feira, julho 09, 2015

Sobre minha ida para Porto Alegre

Vista da cidade a partir de uma das (poucas) janelas da Fundação Iberê Camargo
Em cada canto que olhava, se percebia de uma maneira diferente. 

Havia uma energia rolando que fazia tudo vibrar mais colorido aos olhos. Fachadas tão antigas, que estavam ali marcando a história e se fazendo presente nela, mas que brilhavam mais ao chegar a rotina. Tinha magia ali, não podia nem questionar tal fato. Sentia-se maravilhada com a quantia de coisas novas para serem vistas, de direções novas a serem exploradas e estradas para serem trilhadas. 

Ali, percebeu que a vida conseguiria ir além dos planos que ela havia feito para si. Percebeu que seus extremos a direcionavam para lugares que ela não havia imaginado estar. Museus tão lindos e obras tão únicas que lhe faziam cogitar uma nova paixão, além das tantas que já carregava no peito. 

E ao andar por aquelas ruas tão irregulares e singulares, percebia que deixava encanto em cada ladeira – que não eram poucas, diga-se de passagem. Realizou dentro de si uma proeza que achava impossível: viu a cidade com olhos de arquiteta, e não mais de turista e percebeu que sua graduação fazia um sentido, por mais torto que pudesse lhe parecer. 

Tanta coisa pra se ver, tais dias não seriam suficientes, de jeito maneira. 

Porto Alegre, ainda lhe sinto. E sinto sua falta.

Vista do restaurante do meu hotel (Everest) ♥

Galera da minha turma na Travessa da Duque de Caxias, ao lado do hotel. 

Um pedacinho da Catedral Metropolitana, que vi apenas o frontão, por falta de tempo. Essa vista é do restaurante do hotel também. 

Detalhe da entrada do Museu da UFRGS 
Interior do Museu da UFRGS
Edificio dos Correios e Telegraphos ♥ 

Correio e Telegraphos
Detalhes do Museu da UFRGS

Interior do Santander Cultural 

Ponte Estaiada e a Arena do Gremio ao fundo 

Detalhes da Travessa da Duque de Caxias, que fiquei apaixonada! 

Mais da Travessa

Só mais uma ♥ 

Gigante da Beira Rio! 

Vista do Guaíba na altura da Fundação Iberê Camargo

Mais uma da vista do Guaíba

Detalhes da Fundação Iberê Camargo. 

sexta-feira, junho 19, 2015

Sobre manter certos segredos

Se teus olhos não me dissessem tanto,
Eu calaria meus pensamentos.

Se teus gestos não me dissessem tanto,
Eu calaria meus pensamentos.

Se teu carinho não me dissesse tanto,
Eu calaria meus pensamentos.

Eu o faria com grande prazer
(Calar meus pensamentos e beijar-te)
Mas não o faço por medo.

Amigo ou inimigo?

Amigo ou paixão?

Existe uma linha tênue entre razão e ação
Que limitam meus passos e palavras
Mas aqui sou ilimitada.

Andar até você ou limitar-me?
Andar até você e lhe dizer todas as palavras?

Sob dilemas, rezo ao álcool
Que diga as palavras que sempre poupei.
Pensado sóbrio, lhe juro.

segunda-feira, junho 01, 2015

Sobre me identificar com textos melancólicos

O texto abaixo, é de autoria de Marina Melz, postado no Blog Entenda os homens. Quando li, me deu um aperto no peito... Rolou uma identificação e um arrependimento ao mesmo tempo. Aquela dor quietinha que mencionei no ultimo texto que postei. Essa identificação pessoal fez com que eu tivesse vontade de guardar esse texto aqui, pra ler quando precisasse. Então, faço dos dela os meus sentimentos e pensamentos. Beijinhos!

Eu sei, a memória recente não é minha aliada. Nas nossas últimas conversas, beirei a psicose. Justo eu, que por tanto tempo defendi que seguíssemos sendo dois, jurei que morreria sem a sua respiração. Implorei descontroladamente, escrevi cartas a próprio punho, poderia até ter exposto a dor que eu sentia numa galeria qualquer só pra que o mundo te detestasse. Enlouqueci.
Se ainda houver tempo – e sempre acho que há – te peço perdão. Não fiz jus a uma história tão leve. Não tive dignidade, não tive forças. Te culpei por uma infelicidade que foi o monstro da expectativa quem criou. Esse monstro engoliu minha autoestima, minha decência, meu senso de ridículo. Isso não é desculpa. É só um pedido de desculpas.
E, se não for pedir demais – talvez seja, vai – eu te peço pra ocupar na sua estante do passado um lugar de lembrança bonita. Não que eu seja melhor, ou que tenha te causado amor maior do que seus outros amores mais duradouros e intensos que nós. Por isso, não quero ser sua lembrança indescritível, seu sexo inenarrável, sua paixão avassaladora. Quero só ser uma lembrança bonita que mereça estar na memória, não ser apenas um álbum amarelado de momentos esquecidos.
Uma recordação leve como uma mensagem no meio de uma tarde difícil, um papo na madrugada sobre a intensidade da vida ou um samba de uma nota só. Como completar a palavra esquecida que completa tão bem o refrão. Como um abraço silencioso e duradouro, um carinho na ponta da orelha que estremece qualquer certeza.
Queria que você ouvisse João Gilberto cantando “o amor, o sorriso e a flor se transformam depressa demais” e sorrisse. Sorrisse porque sabe que eu adoro essa música, porque sabe que o amor metamorfoseou em lembrança bonita e a flor pode até ter virado só uma semente de novo. Mas o sorriso é sempre sorriso porque não há como não ser feliz por termos vivido aqueles dias de entrega.
Ou que você passasse pelo banco da praça onde me disse que não sabia como era possível que eu te amasse tanto e sentisse a brisa te dizer que talvez eu nem tenha te amado tanto quanto minhas palavras repetidas insistiam em falar, mas que foi delicioso passar duas horas no frio do inverno sentindo o maior calor do mundo.Desejo que você não se negue a sentar na praia que escolhemos pra ser nossa, mesmo sabendo que no vai e vem do mar sobram amores dignos daquele pedaço do paraíso. Ela vai estar sempre ali e continua bonita, como a lembrança que eu gostaria de ser pra ti.
Eu queria ser pra você a certeza de que o passado valeu a pena. Não por ser eterno, não por ser melhor ou mais importante que o presente (até porque isso não faz sentido nem pra você nem pra mim). Mas porque nessas lembranças leves estão a certeza que estivemos lá. Inteiros, iguais, entregues. E há nisso uma beleza que nem o pior dos afastamentos deve apagar

quinta-feira, maio 28, 2015

Sobre os 365 dias depois de você

Meu corpo nunca recebeu tanta dopamina quanto quando estivemos juntos. Havia uma coisinha ali que sempre me fez acreditar que iriamos além do que realmente podíamos. Que superaríamos limites de lógica e de física... Impossível explicar com exatidão. Ainda mais agora, passados 365 dias do fim. 

Um ano após o meu caso mais vertiginoso. Altos muito altos e baixos muito baixos. Relativismos a parte, soubemos fazer dar certo. 

Mas quando abandonou-se esse objetivo de "fazer dar certo juntos", essa foi, com toda a certeza do mundo, a queda mais vertiginosa que sofri. O fel mais amargo, o limão mais azedo, o café mais amargo. E ainda deixando as sinestesias a parte, acredito que esse tenha sido um dos piores momentos pro meu psicológico. 

Foi um tombo. Já havia tido uma queda, quase que antes do princípio de tudo, contudo, não posso nem compará-la a esse último tombo. Que de fato, acabou mostrando não ser o último. Porque quando enfio algo na cabeça, não tiro de lá tão cedo. Após cair, continuei chafurdando em humilhação, tentando trazer pra perto alguém que se afastou por desejo próprio e que em momento nenhum disse ter se arrependido, mesmo em meio a declarações mais do que óbvias pela parte que me diz respeito. 

E de fato, hoje penso e não sinto mais vergonha, não sinto arrependimento pelo que foi dito. 

Só sinto um remorso enorme por ter me privado de novas histórias por me ligar a você, naquele tempo. Hoje, após mais de três centenas de dias decorridos do fim que não foi um fim, propriamente dito, sinto que já me desliguei da figura, do homem. Apenas sinto uma solidão do sentimento, uma nostalgia aguda em certos momentos que me lembram os que vivi naquele tempo. Um tempo que foi inegavelmente bom e curto, mas que findou por razões que ainda vão além do meu entendimento, razões que não possuem certo cabimento em mim. 

Eu entendi que não devo questionar. E, de fato, creio que não o faço mais. Sinto o estrito, o inegável... um cheiro aqui e ali, uma presença acolá, uma saudade escondidinha e disfarçada - que não admito, mas se faz presente nas madrugadas insones. Malditas sejam. 

Isso de viver estórias mal-resolvidas é mais intrínseco a mim do que muita coisa que se vê pela casca. Mais frequente do que eu jamais poderia desejar e mais doloroso do que ousaria um inimigo querer. 

É intrínseco a mim também esse disfarce, essa indiferença mal feita que meu rosto exibe por aí. Mas depois desses 365 dias, acho que consigo dizer que os dias nem sempre são iguais depois de ti. Existem dias de leveza, de sensação de livramento e liberdade. Assim como existem os de culpa e solidão, saudades e afins. Para o primeiro, existem os amigos. Para o segundo, existem os travesseiros - e amigos também, quando me falha a vergonha e liberto minha trava para o assunto. 

Hoje, um ano depois, o que eu espero é poder parar de escrever sobre você. Nesse aniversário da tua ausência, eu gostaria de pedir que essa saudade fosse bater em outra porta, fazer morada em outro paradeiro. Porque aqui ela já marcou presença, se fez sentida e causou estrago. Eu apago as velinhas desse bolo de um chocolate amargo, que não me apraz, e sussurro pro vento: "leva pra longe e afasta de mim essa lembrança que tanto causa dor".