Chega mais pra cá, tô vendo que você tem potencial pra colorir um pouco os meus dias, que pode trazer um tiquinho de alegria pro momento em que eu olho meu celular pela primeira vez de "manhã" - porque eu ainda vou acordar meio tarde, mesmo tendo te dito que vou trabalhar nisso -, que meus fins de semana poderão ter a sua companhia e seu sorriso ser espelho do meu.
Chega mais pra cá, tô vendo que você vai me devolver as minhas palavras, furtadas por rapazes estranhos que passaram pela minha vida nos últimos meses. Se você não for como eles, prometo te dar carinhos sem fim, te trazer pra dentro do meu coração e fazer valer o dito "amor de poeta", porquê agora eu posso, porquê você me devolveu as minhas palavras.
Chega mais pra cá, tô vendo que o frio vai aproximar nossos corpos nessas noites frias que têm feito, tô vendo que vou ceder aos teus encantos e me deixar levar por esse sorriso gostoso que você mostra pra mim. Eu sou meio estranha quando tô acordando, mas finge que não sabe disso, que não vê, e só fica abraçado comigo mais um pouco, deixa o dia começar um pouquinho mais tarde...
Chega mais pra cá, tô vendo que a cupida fez uma boa escolha quando me deu você de presente, numa época bagunçada, pra me trazer algumas alegrias e aquele romantismo old-fashioned de volta.
Chega mais pra cá, porquê eu tava sentindo uma saudade gigante de ficar com o estômago cheio de borboletas e tu trouxe isso de volta pra mim.
Obrigada viu? E, larga mão dessa distância, chega mais pra cá.
domingo, agosto 21, 2016
Chega mais pra cá
quinta-feira, agosto 18, 2016
Sobre versar
"cê faz verso?"
E quando perguntada, ela estremeceu e pensou consigo: eu faço verso?
Eu bordo em verso toda a dor que meu peito guarda; eu descrevo em verso toda a culpa que minha alma carrega; eu coloco em verso toda queixa que minha boca não fala; mas também coloco em verso todos os sonhos que minha mente cria; faço verso de toda graça que meus olhos enxergam; transformo em verso todo sentimento que meu coração identifica como amor.
Se eu faço verso?
Sim, eu me (uni)verso.
segunda-feira, janeiro 11, 2016
Decisões para 2016
quinta-feira, julho 09, 2015
Sobre minha ida para Porto Alegre
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| Vista da cidade a partir de uma das (poucas) janelas da Fundação Iberê Camargo |
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| Vista do restaurante do meu hotel (Everest) ♥ |
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| Galera da minha turma na Travessa da Duque de Caxias, ao lado do hotel. |
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| Um pedacinho da Catedral Metropolitana, que vi apenas o frontão, por falta de tempo. Essa vista é do restaurante do hotel também. |
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| Detalhe da entrada do Museu da UFRGS |
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| Interior do Museu da UFRGS |
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| Edificio dos Correios e Telegraphos ♥ |
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| Correio e Telegraphos |
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| Detalhes do Museu da UFRGS |
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| Interior do Santander Cultural |
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| Ponte Estaiada e a Arena do Gremio ao fundo |
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| Detalhes da Travessa da Duque de Caxias, que fiquei apaixonada! |
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| Mais da Travessa |
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| Só mais uma ♥ |
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| Gigante da Beira Rio! |
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| Vista do Guaíba na altura da Fundação Iberê Camargo |
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| Mais uma da vista do Guaíba |
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| Detalhes da Fundação Iberê Camargo. |
sexta-feira, junho 19, 2015
Sobre manter certos segredos
Se teus olhos não me dissessem tanto,
Eu calaria meus pensamentos.
Se teus gestos não me dissessem tanto,
Eu calaria meus pensamentos.
Se teu carinho não me dissesse tanto,
Eu calaria meus pensamentos.
Eu o faria com grande prazer
(Calar meus pensamentos e beijar-te)
Mas não o faço por medo.
Amigo ou inimigo?
Amigo ou paixão?
Existe uma linha tênue entre razão e ação
Que limitam meus passos e palavras
Mas aqui sou ilimitada.
Andar até você ou limitar-me?
Andar até você e lhe dizer todas as palavras?
Sob dilemas, rezo ao álcool
Que diga as palavras que sempre poupei.
Pensado sóbrio, lhe juro.
segunda-feira, junho 01, 2015
Sobre me identificar com textos melancólicos
Eu sei, a memória recente não é minha aliada. Nas nossas últimas conversas, beirei a psicose. Justo eu, que por tanto tempo defendi que seguíssemos sendo dois, jurei que morreria sem a sua respiração. Implorei descontroladamente, escrevi cartas a próprio punho, poderia até ter exposto a dor que eu sentia numa galeria qualquer só pra que o mundo te detestasse. Enlouqueci.Se ainda houver tempo – e sempre acho que há – te peço perdão. Não fiz jus a uma história tão leve. Não tive dignidade, não tive forças. Te culpei por uma infelicidade que foi o monstro da expectativa quem criou. Esse monstro engoliu minha autoestima, minha decência, meu senso de ridículo. Isso não é desculpa. É só um pedido de desculpas.E, se não for pedir demais – talvez seja, vai – eu te peço pra ocupar na sua estante do passado um lugar de lembrança bonita. Não que eu seja melhor, ou que tenha te causado amor maior do que seus outros amores mais duradouros e intensos que nós. Por isso, não quero ser sua lembrança indescritível, seu sexo inenarrável, sua paixão avassaladora. Quero só ser uma lembrança bonita que mereça estar na memória, não ser apenas um álbum amarelado de momentos esquecidos.Uma recordação leve como uma mensagem no meio de uma tarde difícil, um papo na madrugada sobre a intensidade da vida ou um samba de uma nota só. Como completar a palavra esquecida que completa tão bem o refrão. Como um abraço silencioso e duradouro, um carinho na ponta da orelha que estremece qualquer certeza.Queria que você ouvisse João Gilberto cantando “o amor, o sorriso e a flor se transformam depressa demais” e sorrisse. Sorrisse porque sabe que eu adoro essa música, porque sabe que o amor metamorfoseou em lembrança bonita e a flor pode até ter virado só uma semente de novo. Mas o sorriso é sempre sorriso porque não há como não ser feliz por termos vivido aqueles dias de entrega.Ou que você passasse pelo banco da praça onde me disse que não sabia como era possível que eu te amasse tanto e sentisse a brisa te dizer que talvez eu nem tenha te amado tanto quanto minhas palavras repetidas insistiam em falar, mas que foi delicioso passar duas horas no frio do inverno sentindo o maior calor do mundo.Desejo que você não se negue a sentar na praia que escolhemos pra ser nossa, mesmo sabendo que no vai e vem do mar sobram amores dignos daquele pedaço do paraíso. Ela vai estar sempre ali e continua bonita, como a lembrança que eu gostaria de ser pra ti.Eu queria ser pra você a certeza de que o passado valeu a pena. Não por ser eterno, não por ser melhor ou mais importante que o presente (até porque isso não faz sentido nem pra você nem pra mim). Mas porque nessas lembranças leves estão a certeza que estivemos lá. Inteiros, iguais, entregues. E há nisso uma beleza que nem o pior dos afastamentos deve apagar

















