terça-feira, maio 14, 2019

Sobre o frio que aquece o meu coração



Acho hilário como a minha inspiração para escrita e o clima são inversamente proporcionais. Quanto mais frio, mais me inspiro. 
Eu vivi bons momentos em dias frios, acredito que devo atribuir a isso o quão geladas são as minhas inspirações. Vivi vários romances em momentos outonais e invernais. Os outonais foram os meus favoritos, devo confessar. E isso não é nada novidade pra quem me lê há algum tempo ou conhece a fundo minha não tão complicada forma dever o mundo. 
Eu sou romântica. Lamento! Algo brotou em mim quando ainda muito nova... Uma motivação - quase que um desejo fortuito - de viver momentos românticos (e por românticos leia-se: clichês). Eu nunca fui de contos de fadas... nunca gostei de Cinderela, Branca de Neve, e afins... Não. Me formei em romantismo clichê lendo Nicholas Sparks e assistindo Sessão da Tarde durante incrivelmente longas férias de verão nos anos 2000. 
Eu criei em mim um "tipo". De que muitas vezes, o cara certo surge no momento errado ou da maneira errada, sem parecer certo logo de cara! Afinal, não estava habituada a príncipes encantados (mesmo que O Diário da Princesa com Anne Hathaway tenha me mostrado que eles podem sim ser reais, rs), eu estava habituada a aqueles caras que fazem tudo errado mas no fim, conquistam a garota, como em 10 coisas que eu odeio em você. 
Aconteceu, simplesmente, que eu passei a não procurar o correto... Meu "tipo" eram os caras errados. Aqueles que eu poderia "consertar". Como se do meu amor pudesse nascer um grande milagre... Então, já um pouco mais ciente do mundo real e desgarrada de literatura água com açúcar, hoje vejo. 
O milagre é nascer o amor. Encontrar quem possa multiplicar esse amor. Alguém que me honre tanto a ponto de que eu não morra de vergonha em andar por aí de mãos dadas (sim, isso é um bloqueio). Alguém que sussurre idiotices no meu ouvido enquanto estamos no meio de várias outras pessoas, apenas para que eu ria... Deixando todos os outros sem jeito. Alguém que não se importe em dividir o pequeno espaço da minha cama de solteiro - vulgo "meu pequeno paraíso". Alguém que me veja com o pijama engraçado do Garfield e não julgue, muito pelo contrário, traga as suas camisetas engraçadas pra dividir o espaço nas minhas gavetas. Eu preciso de alguém real! Alguém que me auxilie a resolver algumas melequinhas que ainda nadam na minha psiquê, que me apoie a curar alguns dos meus traumas e me leve a imensas crises de riso (e, claro, não se importe com o barulho de porquinho que eu faço quando tenho uma crise de riso... E, aliás, que essa peculiaridade lhe faça rir ainda mais insanamente). Alguém tão real que precise de colo, conselho e apoio... Porquê eu não quero ter que ajudar ninguém, mas estarei ali inteira para apoiar toda e qualquer decisão. 
Eu cansei de ser sozinha... Sempre prezei o ser "una", mas faz tempo que a solidão me emplacou, arrancou o "contente" dos meus versos e me trouxe para lugares sombrios que eu jamais imaginei vivenciar. 
Foram dias difíceis.... Dias em que aprendi a valorizar os poucos sorrisos que pude ter; momentos de tanto êxtase que me levavam a poços profundos de insatisfação; uma ridícula vontade de viver uma realidade alternativa, só pra ter um escape dos meus dias. 
Acho que posso considerar toda essa sensação como passado. Somos feitos de decisões, e já há algumas semanas eu decidi ser melhor. Me machucar menos, me julgar menos, parar de me ignorar... 
Esse inverno que vem chegando, traz meu romantismo de volta, a minha nostalgia de tanto já vivido em momentos de frio como dos dias que se aproximam. A vida foi, de fato, muito intensa nos poucos amores que pude vivenciar. E eles me ensinaram muito sobre o que pedir e o que aceitar. Eu chorei muitas vezes por constatar que não era querida naquele lugar, mas tive suficiente amor para transformar minhas lágrimas em saída, em fim, enfim. E finalmente, pude enxergar o que mereço, e hoje sou muito mais criteriosa sobre o que eu aceito e muito mais flexível no que pedir. 
Eu olho para o céu todos os fins de tarde e observo o suave azul se tornar salmão, laranja vibrante e esmaecer em tons de rosa... E me imagino em um lugar bem distante daqui, admirando teu rosto no entardecer, as horas douradas ressaltando as feições suaves do teu rosto, trazendo tão grande paz pro meu coração. Completa. Plena. Puramente, acompanhada. 
Pra não sentir mais falta de caminhar ao lado de alguém, pra não ter a audácia de sonhar sozinha, pra ter minhas sementes crescendo ali por perto, correndo e vivenciando o que de melhor pudermos proporcionar. 

sábado, agosto 04, 2018

Sobre a falta que faz.

A temperatura lá fora é de 13ºC. Aqui dentro do quarto, o aquecedor faz barulho quase ronronando. É madrugada, como sempre quando me surgem às palavras...
Porém, dentro de mim, sinto frio. Sinto falta. Sinto ausência. 
É tanta coisa que não se faz presente... Falta paz, falta carinho, falta atenção, falta afeto, falta alguém que desperte tesão e me faça sorrir largamente pro mundo, mais uma vez.
Falta alguém que faça o tempo ser meramente um número, que me diga que não importa a hora, que desfaça o clima emburrado que se vê fora dessas paredes, que torne o vento uma carícia, que me eleve e faça ser sublime cada momento compartilhado. 
Falta sentimento que seja recíproco, plano que seja compartilhado, sorriso que seja multiplicado, abraço apertado, beijo molhado, carinho não contido. 
Falta paz, falta alguém que cale qualquer dúvida que eu venha a ter sobre mim, minha sanidade, meus credos, meu corpo, meus limites e minhas extravagâncias. 
Falta alguém que desnude a minha alma, e não apenas meu corpo. Buscando mais do que uma noite de calor, mas alguém que queira dividir ansiedades e medos. Falta alguém que, para além da minha roupa, queira arrancar gargalhadas, daquelas de dor a barriga de tanto rir... 
Falta tanta coisa... Falta tanto. 
Faz falta. 
Faz falta ter alguém que esteja presente em pequenos momentos, pequenas conquistas. Faz falta ter para quem mandar aquela frase romântica que encontro nos poucos livros que ando lendo. Faz falta ter para quem mandar aquela música incrível que o Spotify me apresentou. 
Faz falta ter com quem compartilhar histórias engraçadas, de rir das noitadas que a vizinha tem. 
Faz falta ter com quem implicar porque o cabelo está muito comprido ou desgrenhado, porque a barba está precisando ser aparada, ou a unha precisando ser cortada. 
Faz falta cuidar de alguém, ter com quem se importar.... Aquele "tá tudo bem com você?" logo cedo... E poder responder que só um abraço curaria essa tristeza. 
Faz falta ser mulher ao lado de alguém, ser desejada, querida, ser de alguém. 
Faz falta... E ainda há de fazer por um tempo. 
Porquê antes de tudo, é preciso aprender a não sentir tanta falta de uma segunda pessoa, e aprender a suprir a própria ausência. Se amar. Ser una. 
Ser menina, ser moça e ser mulher. Saber ser! Ser boa para si para saber ser boa para alguém e parar de machucar os corações alheios. 

quinta-feira, julho 19, 2018

Sobre os imprevistos no amar

Queria tanto poder chegar aqui e escrever um conto enorme sobre como o amor é incrível, sobre como as pessoas se reencontram em seus amados, sobre como é divertido conquistar e cuidar de alguém para que permaneça ao seu lado... 
Mas, ultimamente, não tenho tido tais experiências. 
Venho aqui recordando, saudosamente, os meados de 2013 e 2014, onde de tanto amar ou de tanto querer amar, eu transbordava boas palavras que se transcreviam em histórias incríveis. 
Hoje, eu chego aqui com mais desejos, mais anseios... e não sei até que ponto isso é bom. 
Criei algumas expectativas e idealizações no que diz respeito ao "amar" e não me vejo mais agindo da forma como fazia há 4 anos atrás... Não me vejo correndo atrás de qualquer fiapo de afeto. Isso é bom? Pode-se considerar que sim. Aprendi a valorizar o meu amor e o meu amado, de certo modo. Aprendi que toda essa intensidade que eu tenho o prazer de viver, que esse sentimentalismo clichê que me habita, não deve ser destinado a qualquer um. Mas, o tão esperado "um" hesita em dar as caras. 
No início do outono aqui no hemisfério sul, pensei ter sido agraciada por alguém que poderia me acompanhar numa jornada incrível e acabei descobrindo nele apenas um reflexo das minhas piores partes. Alguém que ilude, que demonstra conhecimento para despertar inveja, alguém que estende a mão e a retira tão rápido quanto decidiu oferecê-la, alguém que encanta por prazer e não por gentileza, alguém que me fez querer e depois fugiu. 
Vejo isso de uma forma muito crua, agora... quiçá nua. Num pleno ato de despir minha alma de todos os meus pudores, bater no peito e assumir todas as minhas fraquezas: eu sou uma babaca. 
Babaca no nível de desperdiçar afeto e carinho de quem realmente quis me dedicar tais bons sentimentos. Babaca no nível de acreditar que era superior ao que queriam me oferecer. Babaca no nível de só perceber toda essa confusão agora, depois de sonhar com o bendito que me fez sentir pterodáctilos do estômago para depois extingui-los tão breve quanto nasceram. 
Talvez, esta seja a mais pura definição e aplicação do nosso tão conhecido Karma e que eu precise vivenciar disso para aprender mais sobre como amar e ser amada. Talvez seja só o destino me mostrando que eu não preciso de babacas assim vivendo perto de mim. 
E, seria muito mais plausível, que fosse só a minha carência falando mais alto e me mostrando o quanto eu preciso, urgentemente, de um amor pra chamar de meu. 

quinta-feira, abril 19, 2018

Sobre meu jeito de amar

é engraçado escrever algo do gênero aqui.
e é engraçado que eu sinta essa vontade absurda de abrir mão da minha tão querida boa redação padrão e escrever aqui assim... como se fosse um diário mesmo.
porque, ao meu ver, é o que isso se transformou.
e, analisando tudo o que já escrevi por aqui, dá pra saber que eu amo de jeitos bem aleatórios.
a bola da vez, entretanto, é: sintonia, carinho, atenção.
um combo mágico que, se bem executado, gera borboletas no estômago, sorrisos bobos no decorrer do dia, um papo mágico e uma paixão de minuto. (que, se cultivada, tem muito potencial para ser amor).
e aí, me pego pensando se: as pessoas não querem amar? não querem atenção? não me querem?
tantas injunções e nenhuma resposta.
eu quebro continuamente as minhas promessas em prol de bons momentos e acabo aqui, ansiosa, lamurienta e com a gastrite a toda.
sim, essa sou eu. eu sou intensa! eu quero viver, amar, sorrir, dar atenção, ter atenção, ser feliz e ter prazer, tudo ao mesmo tempo e em um fôlego só.
é errado amar assim?
é errado querer tudo pra ontem? querer que as coisas sejam resolvidas por decreto, como na sugestão de Leminski?
novamente, tantas injunções e tão poucas respostas.
minha mente começa a fazer barulho demais e eu não vejo um meio de calá-la.
e continuo, em meio a todo esse barulho, querendo mais intensidade, mais força e mais entrega.
é difícil se entregar?
eu não sei fazer de outro jeito.
me perdoa.

sábado, março 24, 2018

Sobre o fim de certos ciclos

passava das três da manhã quando o visor do celular se iluminou e logo o aparelho começou a vibrar.
tinha teu nome na tela. teu nome e o emoji que caracterizava e tornava teu contato especial.
diferente.
eu ignorei.
passados apenas alguns segundos, o aparelho voltou a se iluminar e a vibrar.
novamente, eu ignorei.
estava me tornando cada vez melhor em ignorar tua existência e tua presença na minha vida.
eu nunca soube qual era o motivo daquelas ligações na madrugada.
nunca soube pois perdi o interesse em te perguntar ou em tentar descobrir que fim tínhamos levado.
não teve fim;
porque não teve começo.
mas teve sentimento. teve o "dito pelo não dito". teve paz e abrigo.
só não teve consideração, respeito, amor.
não o suficiente.
e foi por isso que deixou de ser, tão breve quanto pôde.
foi  por isso que meu coração escolheu não te amar mais. te deixar livre pra viver teu mundo e aproveitar de quantas pessoas tu bem quisesse.
e para que eu pudesse viver também.
não fui nobre e altruísta nessa decisão.
hoje, me importo mais comigo do que contigo.
me importo mais com o meu bem estar do que com o seu, coisa que deveria ter feito meses atrás.
mas só hoje, semanas depois do nosso ultimo encontro (o derradeiro desencontro) é que me permito dizer isso aqui.
hoje eu  me permito dizer "estar livre" de ti. te entender enquanto amigo, apenas. conhecido, eu diria.
um que passou por mim e não mereceu ficar, como eu andei dizendo por aí.
você não mereceu ficar e sabes muito bem o por quê.

agradeço pelos sorrisos e pelos risos, mas é aqui que terminamos essa história.
é aqui que coloco este livro na prateleira, sem nenhum marca página e com a lombada voltada para trás, para não cair em nenhum tipo de tentação e voltar a lê-lo.
tais palavras mais feriram do que curaram. salgaram-me a face com as lágrimas. entristeceram meu sorriso, sempre tão vibrante.
tais palavras farão para sempre parte da minha história. no passado.
mas, agora, "ou tem o hoje, ou tem o amanhã, o ontem não é uma possibilidade".

adeus.



(e é assim, com uma métrica totalmente diferente de tudo o que estou habituada a escrever, que publico esta postagem. breve, densa, e real. aqui, findou um amor. aqui, findaram três anos de tentativas. aqui, uma parte da autora morre para dar espaço à um novo alguém.)

seja bem vindo, meu amado outono! que sempre possas trazer minhas palavras e minhas inspirações em teus ventos. ♥

sexta-feira, dezembro 15, 2017

Sobre o que eu e você fizemos a esse sentimento

Te amar é um dos maiores desafios que já enfrentei. 
Te amar me exigiu confiança, perseverança, afeto e preocupação. 
Foi necessário que eu confiasse em mim mesma, que acreditasse que eu era suficientemente boa para o você que eu havia inventado para mim - porque o você real acabou superando as minhas expectativas. O carinho e a atenção que me dedicastes, me fizeram sentir tão especial! Teus abraços me elevavam à níveis de felicidade absurdos e a cada um deles, eu vislumbrava um futuro incrível para nós. 
Foi necessário que eu perseverasse por meses na intenção de te ter pra mim. Que eu insistisse em um sentimento que podia muito bem ter morrido tão logo quanto surgiu - afinal, já havia acontecido outras vezes, um amor surgir e logo desaparecer -, mas não. Teu ser, teu jeito, tua luz... fizeram morada dentro de mim por pelo menos dois anos e meio sem que tu sequer correspondesse às minhas intenções. Foi necessário que eu orasse aos céus e pedisse à Deus que me proporcionasse viver desse momento, te ter comigo. 
Foi preciso que meu afeto se multiplicasse, criasse ramos e atingisse cada parte de ti, que se infiltrasse em cada célula do teu corpo, de cada neurônio do teu cérebro - assim, pois creio que foi com palavras que te fiz dizer, enfim, sim para mim. E então, meu afeto passou a ter foco e tu fostes o objeto de grande parte do carinho dos meus dias, da luz dos meus bons momentos. 
E por fim, te amar, me gerou grande preocupação. "Como se ama alguém como tu?"
Como se ama alguém tão ferido e tão fechado para o amor? Como permanecer em devoção à quem não se permite ser atingido pelo amor?
Acredito ter errado em todos os sinais. Deus não me proporcionou esse amor por bem... foi para me mostrar o quão diferentes nós somos, apesar de tão semelhantes. Do quão gritantemente dispares são os nossos anseios. 
Eu, além de ti, anseio o mundo. E tu, não sabes o que quer. Eu quero um futuro... tu, mal pensa no agora.
E assim, vendo teu descuido, meu amor teve uma brecha de sanidade, onde pude compreender que, apesar de te amar tanto que chega a doer, não é assim que amar deve ser. E, pela dor, abri mão do teu amor. 
Entenda que, eu já sou incerteza suficiente. Eu precisava que tu tivesses posto teus pés no chão pra me amar. Que tu tivesses aceitado de bom grado todas as minhas intenções de te amar, de te fazer bem... apesar do meu caos interior e de toda a minha bagunça. 
Tu foi, de longe, o ser mais amado que meu coração já teve a oportunidade de botar as garras, tu te tornastes responsável pelos meus sorrisos diários e por grande parte das minhas lágrimas dos últimos meses. 
Tem me doído demais ter aberto mão de tentar contigo, tem me doído mais do que deveria doer, muito mais do que eu ousaria dizer que doeria. E eu  não quero passar por toda essa dor. Não quero me pegar aos prantos ao ver um álbum de fotos de viagem em que estivemos juntos. Não quero ter surtos de tristeza ao pensar nos locais que estivemos juntos. Não posso sequer admitir o tanto de falta que me faz a tua presença, porque admitir isso é ter certeza do erro que cometi, e não é algo que eu possa fazer agora. 
Minha maior preocupação nesse momento é ter te magoado tanto ao ponto de perder tudo o que construímos, de perder toda a energia dos nossos encontros. 
Talvez, e friso ainda não ter certeza sobre isso, mas talvez eu e você, realmente não tenhamos sido destinados a ficar juntos. Mas talvez, e apenas talvez, haja uma maneira de fazer com que nós possamos dar certo a despeito do destino. 
Eu fico por aqui, alimentando minha mente de resquícios teus, de tudo o que você representa pra mim, no aguardo de que nossos dias se cruzem novamente e possamos pensar sobre o que seremos a partir de agora. 

quarta-feira, agosto 23, 2017

Sobre os hiatos e a vida

Há quase um ano não apareço por aqui e as razões para isso são muitas.

Percebi, com o decorrer dos anos e aumento das responsabilidades, que a vontade de escrever é substituída por uma necessidade absurda de silêncio - tanto físico quanto mental. Nos últimos tempos o silêncio é a "coisa" que mais tenho apreciado. Essa solidão proposital, um silêncio cadenciado que, por vezes, vem acompanhado de um ou outro pensamento célebre, inconsistente demais para se expandir em mais do que apenas algumas linhas. Nas madrugadas, minhas tão serenas companheiras, sempre surgem borrões de romances que chegam e vão embora com a mesma velocidade.

Romances, assim como as palavras, estão escassos. E talvez essa seja a razão da ausência de poesia na vida da que vos escreve, queridos fantasmas que ainda saltitam por aqui vez ou outra. Falta muita coisa por aqui - no blog, na vida, na pessoa. Mas ainda não me falta vontade, não hesitam os desejos, que brotam com cada vez mais força e voracidade, querendo devorar os dias em favor de novas aventuras.

Tenho viajado bastante e adoraria poder registrar tudo por aqui, ter esse arquivo digital dos momentos fantásticos que vivencio pelo mundo... mas nem sempre há tempo para tanto. Meus projetos acadêmicos têm me consumido, mas tudo está por um fio... em breve findam-se e terei mais tempo para me dedicar às verdadeiras paixões, minhas palavras e minhas leituras. (pois a lista de leitura só cresce, enquanto o tempo de ler diminui a cada dia).

Bom, eu aguardo ansiosamente por mais horas nos meus dias e mais suavidade nos meus romances, para voltar aos contos de páginas nas madrugadas produtivas e insones.

um beijo e um queijo pra quem passar por aqui!