sábado, janeiro 04, 2014

Sobre ser uma arquitetanda

Pois bem, eu devia essa postagem a mim mesma. Desde o primeiro dia de aula na faculdade (14.02.2013) eu havia feito um lembrete mental de iniciar uma tag com o dia-a-dia de uma estudante universitária, especialmente estudantes universitários zoombies viciados em energético e chocolate que cursam Arquitetura e Urbanismo. O energético e o chocolate se fazem necessários em noite de entrega de Projeto Arquitetônico, não me entendam mal. Até o tal do TNT em cápsulas eu tomei esse ano (e me ajudou pra caramba, viu? Fica a dica)

Bom, as imagens falarão por mim. (Aliás, a qualidade das imagens não é lá essas coisas, perdoem-me) 
DESENHO PROJETIVO I 




MODELOS TRIDIMENSIONAIS 
Esse foi o primeiro exercício de tridimensionalidade que fizemos. Os poliedros foram feitos por nós com papel cartão colorido. A sala foi dividida em dois grupos e o objetivo era montar uma "obra" sendo que a que tivesse maior altura e forma, venceria. Como podem imaginar, sou do grupo da direita. :)

sábado, dezembro 28, 2013

Análise de fim de ano e desejos para um próximo.

Postagem típica da blogosfera. 
Freedom♥️
Todo fim de ano é a mesma coisa: eu queria ter feito isso, eu poderia ter feito aquele outro, eu deveria ter feito/deixado de fazer aquilo. Quando o futuro do pretérito se manifesta tantas vezes em nossos pensamentos e reflexões, é porque tem algo de errado. O fato de cogitar que algo ficou por ser feito (e de adquirir absoluta certeza disso) fez meu ano ser fraco, morno e mal aproveitado. Houveram alegrias intensas, tristezas intensas geradas por frustrações causadas pelas alegrias insanas, e houveram também os momentos de gloriosa meditação e recuperação. Não realizei um grande amor e meus sonhos continuam incubados. Abri mão de fatos positivos para não decepcionar as pessoas que amo e deixei de viver experiências gratificantes em decorrência disso. 

Preciso parar de ser uma pessoa egoísta e de ressaltar apenas o aspecto negativo das coisas. 

Não dá pra dizer que foram muitas, mas esse ano me trouxe algumas alegrias. Eu pude iniciar um novo ciclo de vida (o universitário babilônico), pude trazer minha mãe pra morar perto de mim e consegui realizar dois dos itens da minha wishlist do final do ano passado (aumentar minha coleção literária e deixar o cabelo crescer um pouco - apesar de ter cortado ele agora no final do ano). Estou terminando 2013 com  quarenta livros na Estante o que muito me alegra. Foi um ano de aquisições literárias. 

Meu cabelo meio curto meio longo escovadinho, com cara de arrumado e a qualidade excelente da câmera do meu celular. 


Que 2014 termine com 80 livros na Estante. ♥

Quesito relacionamentos, o ano foi bem conturbado. Comecei namorando, terminei logo em seguida e retomei um romance mal resolvido, que acabou não dando em nada, a não ser em um enorme sentimento abandonado e adormecido dentro de mim. Passei novamente ao relacionamento sério com o primeiro garoto, mas que não se mostrou duradouro. Sou efêmera nesses negócios de namoro, viu? Participações à parte, meu ano foi marcado por três garotos e adivinhem? Vou passar a virada solteira, em parte porque sou boba em parte porque sou incapaz de fazer um relacionamento se tornar estável. 

Que essa instabilidade se torne estabilidade no próximo ano. 

A faculdade se mostrou bem menos emocionante do que eu previra. O curso me deu bem mais cansaço do que deveria. Mas entre mortos e feridos, cá estou. De uma turma de 82, restamos 71 e posso me contar como feliz por ter perdurado por dois semestres de Arquitetura e Urbanismo. 

Que os próximos dois sejam suaves, lucrativos e bem aproveitados. Que essa 20% arquiteta que vos fala consiga manter-se sã e saudável pelo restante do curso de Arquitortura. (Acreditem, não há termo que melhor descreva o curso do que Arquiloucura e Torturismo)

Ah, as amizades. Tão doces e suaves, e estranhas, e interesseiras, e oportunistas, e recompensadoras, e muitos outros adjetivos contrastantes e ambivalentes. Fiz algumas novas, perdi algumas valiosas. Vão-se os anéis, ficam os dedos. A vida segue e a minha vontade de iniciar novas atividades sociais amplia-se exponencialmente. Não necessito tanto de romances quanto de bons amigos. E tenho dito!

Que 2014 se mostre um bom ano para cultivar e criar novos laços, reatar os antigos e dar brilho aos que seguem comigo por toda uma vida. 

A família vai bem, obrigada. Estamos mais fortes, acredito eu. Aprendi lidar com meu pai que foi grande protagonista dos meus estresses de 2012 e aprendi a amá-lo e respeitá-lo, aceitando os defeitos dele e reconhecendo que são os mesmos que os meus, mas, acima de tudo, compreender que tudo o que ele faz tem uma razão, um porquê, procurando entender isso e dar motivos para que ele sorria e se orgulhe de mim. Com os meus avós as coisas continuam bem, graças aos céus. Preciso agradecê-los por me darem suporte emocional para algumas das crises que vivenciei esse ano. Minha mãe, por bênção do Destino, está perto de mim agora. Temos nossos momentos de conflitos, mas nos entendemos e sabemos superar uma a outra. (Agora consigo entender o porque de ela ter se separado do meu pai e preciso louvar as leis por não existir separação entre mães e filhas adolescentes, pois graças à personalidade do seu Rogério que habita em mim, ela provavelmente iria desejar esse divórcio). Meus tios foram maravilhosos e me proporcionaram ótimos momentos, além de terem encomendado a Ana Beatriz, que com certeza trará muitas alegrias pra nós ainda. 

Que o ano consagre os Leviski e os Klasman como uma família unida, com muita paz e alegria. (E que a Ana Beatriz tenha saúde e sorte nos seus primeiros meses de vida) 

Quanto a mim? Vou bem, obrigada. Ainda respiro, conto com algumas novas cicatrizes (nada muito profundo, graças), minhas pedras nos rins ainda estão quietinhas apesar de terem me incomodado algumas vezes esse ano e meu coração aquietou-se nesse último mês. Os pensamentos ainda andam a todo o vapor, os sonhos ainda são os mesmos e os anseios são cada vez maiores. Sou a mesma Raíssa confusa e apaixonada de sempre. Com uma pitada a mais de sabedoria e vivência, talvez, mas com uma carga emocional bem mais consolidada e com certeza, com mais vontade de ser feliz do que nunca!

2014 tem tudo pra ser um ótimo ano pra mim. Que eu saiba fazer as escolhas certas e pare de me arrepender e ser racional com coisas que exigem minha parte emocional. 

Que seja doce, que traga foco e sorrisos, que marque a vida! 

quarta-feira, julho 10, 2013

Às imprevisibilidades do destino, um salve


Por mais longe que ele estivesse, sempre que pediam como ia o relacionamento, Alice sempre abria um sorriso do tamanho do mundo e dizia: “Melhor do que jamais esteve”. Ela sabia que muitos estranhavam aquela atitude dela e de Francisco, mas nada podia fazer. O destino os havia feito amantes e eles aceitaram isso na primeira conversa que tiveram. É lógico que sentiam falta de beijos pela manhã e abraços ao anoitecer, mas sabiam que, em algum momento, poderiam estar juntos e que, nesse momento, valorizariam todo o tempo que precisaram estar longe, fariam cada segundo de espera ter valido a pena. Os quilômetros que os separavam passavam da casa das centenas e partiam pra unidade de milhar. Eram quase mil e cem quilômetros, uma distância relativamente longa pra quem não tem objetivo, ou mesmo, para quem não tem um amor estelar. 

Um amor estelar, sim, pois o que lhes acontecera só podia ser atribuído as estrelas, ao Universo, ao Cosmo, ao Acaso, a Lua ou a qualquer outro deus pagão que você consiga imaginar. Ela pouco acreditava nas religiões impostas, no cristianismo e no (pelo Universo!) catolicismo. Tinha crenças universais que somente lhe cabiam. Acreditava que estrelas realizavam desejos, mas não sabia dizer há quanto tempo tinha essas certezas. O misticismo inerente a sua aura apaixonada lhe fazia misteriosa e digna de fascínio. Sua intelectualidade prendia-o com amarras de suspense, sempre trazendo novidades ao romance e temperando a relação com novos conceitos para si. 

Ele, apesar de pouco terem convivido, era notoriamente um amante dos prazeres da vida. Seus dias passavam lentamente e ele os aproveitava. Fotografava o pôr-do-sol e admirava quando a lua cheia banhava o mar com seus refletores prateados. Era um gentleman, com toda certeza, do tipo que cumprimenta velhinhas na rua e arranca sorrisos de menininhas dóceis. Sua personalidade forte a havia impressionado desde a primeira mensagem trocada. Mostrava-se dono de uma honestidade imensurável e de um caráter de fazer inveja. Com o passar dos dias, e depois, das semanas e por conseqüência delas, os meses, Alice só fez adquirir maior convicção da beleza da alma do seu anjo Francisco. 

Mantinham contato durante todo o dia, fosse por mensagens de texto, ou por ligação. Até de operadora ele trocou só pra poder conversar mais tempo com ela. Os minutos que passavam em simultânea companhia eram muitos e, por vezes, parecia que eles conseguiam fazer com que o dia esticasse um pouco, apenas para que pudessem se falar por mais tempo. Tempo esse que só fazia diminuir o período temporal que haveriam de enfrentar, até poderem mergulhar no quente abraço um do outro. 

Eles sabiam que o encanto poderia acabar de uma hora para a outra, com a triste e obscura explicação de que, devido à carência, um deles havia conhecido outro alguém e por este se apaixonado, com a desculpa que haviam sucumbido carnalmente por causa da ausência do outro. Estavam suscetíveis a isso, mas sabiam que encarariam as coisas da melhor forma possível, tamanha era a congruência de seus destinos, unidos por um fio invisível e costurado por quem faz todo o universo funcionar com plena força. 

Dizer que haviam sido feitos um para o outro seria uma enorme pieguice, mas analisando de forma fria e calculada, não haveria nada mais correto a se dizer sobre os dois. Seus gostares e desgostares combinavam de forma tão perfeita que nenhuma sinastria amorosa poderia dizer que combinariam. Apenas em um olhar, os olhos magnetizavam-se e se tornavam cada vez mais pertencentes um do outro. Não há quem possa desmentir. Eles discutiam bastante, mas se amavam bastante também. Eram ying e yang, os dois lados de uma mesma moeda, partes pertencentes de uma mesma peça perdida pelo Universo. Contudo, quando colocado na balança, o lado positivo pendia em maior quantidade, então, tudo ainda valia à pena e ela sabia do fundo de seu romântico e racional coração que valeria por muito tempo. 

Tempo esse que ela não limitava e nem ousava adivinhar. Ela seria grata por poder passar momentos com ele, fossem bons ou ruins, pois o sentimento que tinham independia de adjetivos ou flexões verbais – passado, presente e futuro eram questões secundárias nos planos do casal -, eles tinham apenas uma absurda necessidade de encontrarem-se e poderem conviver, não importava se fosse hoje, amanhã ou daqui há dez anos.

A mente de Alice costumava divagar sobre como seriam esses momentos que teriam juntos, porém lhe parecia que não cabiam pensamentos àquela situação. Ela poderia, logicamente, fazer injunções sobre seu futuro ao lado de Francisco, mas ambos eram tão mutáveis e imprevisíveis que de nada adiantaria. Alice sentia que as coisas correriam bem, que a paz que os envolvia estaria sempre presente no relacionamento dos dois, mas as instabilidades emocionais dela e os determinismos biológicos dele impediam que algum quadro concreto fosse montado em sua mente. Seriam momentos maravilhosos, com absoluta certeza, todavia, também seriam tempestuosas as lembranças que guardaria. 

Não há substantivos que descrevam de forma correta a forma como ambos se sentiam. Ela, narradora onisciente, sabia de todas as coisas que sentia, de todos os poemas que já havia lhe escrito mentalmente, de todas as citações que lera em seus livros e que remetera a ele, de todas as lágrimas que havia derramado por não conseguir acreditar na viabilidade desse sentimento quando aplicado em uma distância física imensa, como era o caso. 

Essas incertezas sentimentais costumavam afligir seu coração com uma freqüência com certeza muito maior do que ela desejava. Temia pelo amor que sentia. Despertava-lhe fascínio o gozo do seu coração ao chamar-lhe de “amor” e trepidava-lhe o peito ao referir-se a ele utilizando pronomes possessivos – “meu anjo”, “meu amor”, “meu futuro”. Havia, porém, um abismo enorme entre o que ele sentia e o que dizia sentir. Seu coração misterioso, profundo, porém magoado, estava aberto a esse sentimento agora, mas a questão era: até quando? Ela já tinha provado da ausência de Francisco em sua vida, e o resultado fora devastador para as suas emoções, seu psicológico. Palavras perdiam o sentido quando postas em papel, pensamentos devaneavam quando ela lhes pedia que tomassem forma, os clichês que ela sempre odiara agora passavam a ser freqüentes em seus romances cada vez mais piegas. 

Foi necessário que passassem um tempo sem que falassem um com o outro e o que Alice sofreu, não é desejável nem ao pior inimigo da criatura mais maligna do universo. Ela se agarrou a outros corpos, que não o de seu Francisco, corpos que não faziam o menor sentido para ela, apenas para tentar amenizar a dor que sentia, para que a paixão fosse levemente apagada pelo brilho de outros olhares. Ela alterou-se com álcool para que a coragem pudesse fazer sentido, fazendo sua alma evocar todos os sentimentos que tinha por ele. Enquanto ela se torturava, ele não dava notícias. Ou, quando lhe dava, o que era raríssimo, era para dizer que estava tentando viver sua vida e costumeiramente, lhe pedia para que fosse viver a dela. 

O Eu - Lírico de Alice sempre lhe disse que não desistisse. 

E, no final, seu Eu - Lírico estava certo, pelo menos até então. 

Após alguns meses de exposição a beijos degradantes, abraços possessivos, volumes alcoólicos altos para seu padrão juvenil e lubrificação ocular excessiva, ele havia milagrosamente retornado para a sua vida. 

Ela, que já havia desacreditado em Deus por esse e outros motivos, dobrou-se e depois de tanto orar aos céus, teve seu amor de volta. Ela crê que não possa relacionar o retorno de Francisco a todas as orações enviadas ao Cosmos, mas essa perseverança que ela teve, com certeza fez diferença no “desfecho-não-concluído” desse texto. 

Eles tentam, uma vez mais, aproximar suas vidas e seus pensamentos. Trilhar juntos um caminho que, lado a lado, se torna mais fácil para ambos. Alice lhe ajudando da forma que pode, e Francisco desmistificando os fantasmas da mente da garota, fazendo com que seus pensamentos e suas palavras expressem-se de forma mais coesa e determinada. 

E ainda assim, mesmo depois de tê-lo novamente em sua vida, ela fecha os olhos todas às noites, após enviar a ele uma última mensagem de texto, junta todo resquício de fé que possa haver em seu peito e clama: “Que estejamos juntos na dor, na revolta, no sofrimento... mas também nas alegrias, no riso, na simplicidade. Que possamos, um dia de cada vez, com a inexistência de tempos verbais, construir um quadro colorido e recheado felicidade. Que possamos estar juntos enquanto achardes por bem, Senhor do Tempo. Amém!”

Que o tempo seja a favor da felicidade de ambos. Da nossa felicidade. Da felicidade da autora.

terça-feira, julho 02, 2013

Por que mudar o domínio?

Então, galera, 'precisei' trocar o domínio do blog... é uma das muitas mudanças que estou pretendendo realizar aqui. O "smileonly-now" vai me marcar pra sempre, creio eu, mas achei necessária realizar essa mudança. É mais uma questão de fase do qeu de necessidade, acredito que precise amadurecer um pouco o nosso velho bloguinho, fazê-lo parecer cada vez mais comigo. Preciso me dedicar, eu sei e prometo fazer-lo.

Então, agora somos "http://rtklasman.blogspot.com.br/", blz?

Aviso rapidinho.

Beijos!

quinta-feira, maio 30, 2013

Aos amores do passado, um brinde.

Como poesia que emana
de um negro breu 
chamado alma, 
surgiste com calma
a acalentar meu eu
que por romance chama.

Clamando com certa urgência
um coração leve, liberto,
ansiava por alguém
e desejava que tudo fosse além
para tê-lo por perto
e não mais sentir tal carência. 

Arriscaria um bocado
mas daquele jogo
sairia vitoriosa
e contaria-se vantajosa
se mesmo no fogo
Ele estivesse ao seu lado.

Caso estrelas realizassem desejos,
pediria a elas que aquilo fosse metal:
Firme, resistente, imutável,
para que se tornasse inseparável 
e mesmo na escuridão, ou até o final
estivessem aos beijos.

Como dois meros mortais, 
imploramos pela generosidade do tempo
que como Senhor de todas as Eras
governe toda essa terra
e no final nos dê sustento,
juntos e completos, respeitando seus sinais. 

(Escrito em 26.12.2012)
Autoria: Raíssa Tayná Klasman

terça-feira, abril 30, 2013

sobre a rotina - ou a falta dela - anyway.

Muita gente reclama do trânsito, da falta de tempo, de não poder fazer o que quer, de não conseguir fazer as coisas que precisa. Pois bem. Eu não tenho nenhum desses empecilhos  Minha vida é uma roda sem rotina, que gira sem um padrão específico. Eu não sofro com o trânsito, apesar de encarar três horas diárias dentro de um ônibus pra conseguir chegar até a faculdade (uma hora e meia para ir e o mesmo para voltar). Eu tenho tempo, só não consigo fazê-lo valer, não sei administrá-lo. Ainda não trabalho, nem faço estágio, nem nada do gênero, então tempo me sobra. Mas não sei utilizá-lo. Gasto-o demais com o sono (dormir é perder tempo?) e deixo de aproveitar a luz do dia, vendo todo o percurso que a lua faz no céu. Eu não faço o que eu quero, mas, de qualquer forma, faço o que muitos desejam e não podem ter. Eu até gosto, não quero ser mal compreendida, todavia não é o meu maior anseio para um futuro profissional. Eu não consigo fazer as coisas que eu precisaria fazer. É dificil parar para a analisar as coisas como um todo, o problema é que a cada dia que se passa a lista de coisas que necessito fazer só aumenta, uma vez que eu prorrogo tudo (talvez por mera preguiça, talvez por falta de disposição). E cá está a palavra chave... tenho pouca disposição e quase nenhuma motivação.
A vida passa e eu a assisto ir, lentamente, levando minhas forças e encaminhando-me para o futuro que me foi escolhido. Quando se é passivo à algo, não há maneiras de reclamar, permaneço quieta e imóvel, esperando que cinco anos passem rápido e que os sonhos possam, enfim, se realizar.

domingo, abril 21, 2013

me proibindo de esquecer, relembrando sem querer


Tantos amores já passaram, tantos caras “certos” já apareceram, mas não teve jeito, foi pelo errado que meu coração bateu mais forte, palpitou no fundo do peito. Dá medo de que nunca passe, por mais que eu saiba que é só me apaixonar por outro que esse sentimento se vai. Mas é que isso só me aconteceu de verdade duas vezes. Na primeira, achei que ia ser pra sempre e não foi, mas demorou a passar, o tempo demorou a cicatrizar aquela ferida. Hoje sei que esse sentimento foi maior. É aquela velha história... quanto mais intenso, pior é depois. Foi intenso, eu sei e você sabe. Mas agora, me pergunto, “qual foi a real motivação disso?”. Está cada vez pior responder às questões.
E a gente sabe que por mais que o tempo passe vamos lembrar um do outro, com pelo menos uma gota de carinho, que, como sabemos, é o suficiente pra encher o rosto da gente com um sorriso.
Só que será que essa lembrança do sorriso vai durar o tempo suficiente pra que a gente se encontre de novo, em outras circunstâncias, e que aquele “oi” com o apelido da gente volte a surtir o efeito que surtia meses atrás? Me diz, vai ser suficiente? Será que o coração vai agüentar a saudade ou a razão vai se sobrepor e fazer com que eu esteja com alguém (novamente) só por ser o certo pra mim, e não pelo sentimento que tenho?
Por mais que as vezes eu acredite que não compreendas o que eu digo, as indiretas que dou ou as lágrimas que choro, eu tenho esperança. Aquela fagulha cintilante que fica viva dentro da gente mesmo quando passamos por turbilhões de coisas novas e inusitadas ainda habita em mim. Existem lembranças que nem toda essa novidade derruba. Tem beijo que não apaga a tua lembrança e abraço que não tem o seu cheiro, mas ainda assim, eu insisto em tentar... em tentar apagar a doce ilusão que foram os quatro meses, a suave lembrança de pedidos de casamento e promessas vagas. Eu insisto em tentar cessar as lágrimas, de impedir as lembranças, mas cada vez com mais força, elas me inundam como tsunamis em mares asiáticos. Ondas fortes e cheias de sentimento me invadem em madrugadas vazias, em olhares pela janela do ônibus em movimento, e teu rosto me surge com freqüência cada vez maior. Pessoas que antes eu nem imaginaria reparar, me parecem você. E dói pensar que poderiam ser você. E você sabe. E não liga.
Eu não sei se te digo que espero ou não por alguma novidade vinda de você.
Você vem? Que bom.
Quer me ver? Que bom.
Se eu quero ver você? Não sei.
Sinto medo.  
Eu pertenço a você, sou sua, mas ninguém pode saber, e eu proíbo você de me esquecer, que seja, já que é a única coisa que lhe posso pedir.