quinta-feira, abril 19, 2018
Sobre meu jeito de amar
e é engraçado que eu sinta essa vontade absurda de abrir mão da minha tão querida boa redação padrão e escrever aqui assim... como se fosse um diário mesmo.
porque, ao meu ver, é o que isso se transformou.
e, analisando tudo o que já escrevi por aqui, dá pra saber que eu amo de jeitos bem aleatórios.
a bola da vez, entretanto, é: sintonia, carinho, atenção.
um combo mágico que, se bem executado, gera borboletas no estômago, sorrisos bobos no decorrer do dia, um papo mágico e uma paixão de minuto. (que, se cultivada, tem muito potencial para ser amor).
e aí, me pego pensando se: as pessoas não querem amar? não querem atenção? não me querem?
tantas injunções e nenhuma resposta.
eu quebro continuamente as minhas promessas em prol de bons momentos e acabo aqui, ansiosa, lamurienta e com a gastrite a toda.
sim, essa sou eu. eu sou intensa! eu quero viver, amar, sorrir, dar atenção, ter atenção, ser feliz e ter prazer, tudo ao mesmo tempo e em um fôlego só.
é errado amar assim?
é errado querer tudo pra ontem? querer que as coisas sejam resolvidas por decreto, como na sugestão de Leminski?
novamente, tantas injunções e tão poucas respostas.
minha mente começa a fazer barulho demais e eu não vejo um meio de calá-la.
e continuo, em meio a todo esse barulho, querendo mais intensidade, mais força e mais entrega.
é difícil se entregar?
eu não sei fazer de outro jeito.
me perdoa.
sábado, março 24, 2018
Sobre o fim de certos ciclos
tinha teu nome na tela. teu nome e o emoji que caracterizava e tornava teu contato especial.
diferente.
eu ignorei.
passados apenas alguns segundos, o aparelho voltou a se iluminar e a vibrar.
novamente, eu ignorei.
estava me tornando cada vez melhor em ignorar tua existência e tua presença na minha vida.
eu nunca soube qual era o motivo daquelas ligações na madrugada.
nunca soube pois perdi o interesse em te perguntar ou em tentar descobrir que fim tínhamos levado.
não teve fim;
porque não teve começo.
mas teve sentimento. teve o "dito pelo não dito". teve paz e abrigo.
só não teve consideração, respeito, amor.
não o suficiente.
e foi por isso que deixou de ser, tão breve quanto pôde.
foi por isso que meu coração escolheu não te amar mais. te deixar livre pra viver teu mundo e aproveitar de quantas pessoas tu bem quisesse.
e para que eu pudesse viver também.
não fui nobre e altruísta nessa decisão.
hoje, me importo mais comigo do que contigo.
me importo mais com o meu bem estar do que com o seu, coisa que deveria ter feito meses atrás.
mas só hoje, semanas depois do nosso ultimo encontro (o derradeiro desencontro) é que me permito dizer isso aqui.
hoje eu me permito dizer "estar livre" de ti. te entender enquanto amigo, apenas. conhecido, eu diria.
um que passou por mim e não mereceu ficar, como eu andei dizendo por aí.
você não mereceu ficar e sabes muito bem o por quê.
agradeço pelos sorrisos e pelos risos, mas é aqui que terminamos essa história.
é aqui que coloco este livro na prateleira, sem nenhum marca página e com a lombada voltada para trás, para não cair em nenhum tipo de tentação e voltar a lê-lo.
tais palavras mais feriram do que curaram. salgaram-me a face com as lágrimas. entristeceram meu sorriso, sempre tão vibrante.
tais palavras farão para sempre parte da minha história. no passado.
mas, agora, "ou tem o hoje, ou tem o amanhã, o ontem não é uma possibilidade".
adeus.
(e é assim, com uma métrica totalmente diferente de tudo o que estou habituada a escrever, que publico esta postagem. breve, densa, e real. aqui, findou um amor. aqui, findaram três anos de tentativas. aqui, uma parte da autora morre para dar espaço à um novo alguém.)
seja bem vindo, meu amado outono! que sempre possas trazer minhas palavras e minhas inspirações em teus ventos. ♥
sexta-feira, dezembro 15, 2017
Sobre o que eu e você fizemos a esse sentimento
quarta-feira, agosto 23, 2017
Sobre os hiatos e a vida
Percebi, com o decorrer dos anos e aumento das responsabilidades, que a vontade de escrever é substituída por uma necessidade absurda de silêncio - tanto físico quanto mental. Nos últimos tempos o silêncio é a "coisa" que mais tenho apreciado. Essa solidão proposital, um silêncio cadenciado que, por vezes, vem acompanhado de um ou outro pensamento célebre, inconsistente demais para se expandir em mais do que apenas algumas linhas. Nas madrugadas, minhas tão serenas companheiras, sempre surgem borrões de romances que chegam e vão embora com a mesma velocidade.
Romances, assim como as palavras, estão escassos. E talvez essa seja a razão da ausência de poesia na vida da que vos escreve, queridos fantasmas que ainda saltitam por aqui vez ou outra. Falta muita coisa por aqui - no blog, na vida, na pessoa. Mas ainda não me falta vontade, não hesitam os desejos, que brotam com cada vez mais força e voracidade, querendo devorar os dias em favor de novas aventuras.
Tenho viajado bastante e adoraria poder registrar tudo por aqui, ter esse arquivo digital dos momentos fantásticos que vivencio pelo mundo... mas nem sempre há tempo para tanto. Meus projetos acadêmicos têm me consumido, mas tudo está por um fio... em breve findam-se e terei mais tempo para me dedicar às verdadeiras paixões, minhas palavras e minhas leituras. (pois a lista de leitura só cresce, enquanto o tempo de ler diminui a cada dia).
Bom, eu aguardo ansiosamente por mais horas nos meus dias e mais suavidade nos meus romances, para voltar aos contos de páginas nas madrugadas produtivas e insones.
um beijo e um queijo pra quem passar por aqui!
quarta-feira, agosto 31, 2016
Sobre sermos mais do que um pretérito imperfeito.
domingo, agosto 21, 2016
Chega mais pra cá
Chega mais pra cá, tô vendo que você tem potencial pra colorir um pouco os meus dias, que pode trazer um tiquinho de alegria pro momento em que eu olho meu celular pela primeira vez de "manhã" - porque eu ainda vou acordar meio tarde, mesmo tendo te dito que vou trabalhar nisso -, que meus fins de semana poderão ter a sua companhia e seu sorriso ser espelho do meu.
Chega mais pra cá, tô vendo que você vai me devolver as minhas palavras, furtadas por rapazes estranhos que passaram pela minha vida nos últimos meses. Se você não for como eles, prometo te dar carinhos sem fim, te trazer pra dentro do meu coração e fazer valer o dito "amor de poeta", porquê agora eu posso, porquê você me devolveu as minhas palavras.
Chega mais pra cá, tô vendo que o frio vai aproximar nossos corpos nessas noites frias que têm feito, tô vendo que vou ceder aos teus encantos e me deixar levar por esse sorriso gostoso que você mostra pra mim. Eu sou meio estranha quando tô acordando, mas finge que não sabe disso, que não vê, e só fica abraçado comigo mais um pouco, deixa o dia começar um pouquinho mais tarde...
Chega mais pra cá, tô vendo que a cupida fez uma boa escolha quando me deu você de presente, numa época bagunçada, pra me trazer algumas alegrias e aquele romantismo old-fashioned de volta.
Chega mais pra cá, porquê eu tava sentindo uma saudade gigante de ficar com o estômago cheio de borboletas e tu trouxe isso de volta pra mim.
Obrigada viu? E, larga mão dessa distância, chega mais pra cá.
quinta-feira, agosto 18, 2016
Sobre versar
"cê faz verso?"
E quando perguntada, ela estremeceu e pensou consigo: eu faço verso?
Eu bordo em verso toda a dor que meu peito guarda; eu descrevo em verso toda a culpa que minha alma carrega; eu coloco em verso toda queixa que minha boca não fala; mas também coloco em verso todos os sonhos que minha mente cria; faço verso de toda graça que meus olhos enxergam; transformo em verso todo sentimento que meu coração identifica como amor.
Se eu faço verso?
Sim, eu me (uni)verso.